Quero que se lixem
As mentiras inocentes
Quero que lixem
As paixões inconsequentes
Quero que se lixem
Os amigos de ocasião
Quero que se lixem
As loucuras por paixão
Na verdade
O que eu quero é paz
Contentar-me com o que tenho
Porque o que me foge
Falta não me faz
sexta-feira, 6 de julho de 2012
quinta-feira, 21 de junho de 2012
11 Minutos
Encontro-me mais uma vez aqui, perdido nos meus pensamentos, sem te ter presente a não ser na minha memória. Encontro-me numa encruzilhada, não sei se continuarei a lutar, não sei se terei forças para lidar com esta dor que me assola. A verdade é que o cansaço começa a apoderar-se de mim, as lágrimas começam a secar e a vontade de respirar por ti desvanece.
Acendo um cigarro. Aspiro o fumo, que me invade a alma, estrela cadente feita de sangue e ódio, alma vazia sem nada onde se agarrar. Tantas vezes me perguntas porque estou triste. Estou triste porque toquei a tua alma. Mais do que devia, mais do que queria e sei agora que foi um erro tremendo.
A mão treme-me, não sei para onde me virar. Quero estar contigo, mas não quero estar assim. Quero amar-te, mas não assim. Quero sentir-te, mas não assim. Porque não fazes um esforço para ficar com quem te ama e não com quem só te quer pelo corpo?
Dizes que não me queres magoar. Não o fazes. Só me entristece que mais uma vez faças a escolha mais fácil...
"vejo que aqueles q me tocaram a alma não conseguiram despertar meu corpo, e aqueles que tocaram meu corpo não conseguiram atingir minha alma."
Paulo Coelho
Acendo um cigarro. Aspiro o fumo, que me invade a alma, estrela cadente feita de sangue e ódio, alma vazia sem nada onde se agarrar. Tantas vezes me perguntas porque estou triste. Estou triste porque toquei a tua alma. Mais do que devia, mais do que queria e sei agora que foi um erro tremendo.
A mão treme-me, não sei para onde me virar. Quero estar contigo, mas não quero estar assim. Quero amar-te, mas não assim. Quero sentir-te, mas não assim. Porque não fazes um esforço para ficar com quem te ama e não com quem só te quer pelo corpo?
Dizes que não me queres magoar. Não o fazes. Só me entristece que mais uma vez faças a escolha mais fácil...
"vejo que aqueles q me tocaram a alma não conseguiram despertar meu corpo, e aqueles que tocaram meu corpo não conseguiram atingir minha alma."
Paulo Coelho
domingo, 17 de junho de 2012
Desabafos
Estou aqui mentalmente destruído pelas tuas palavras. Olho para a parede e vejo-te a ti, o que me disseste ressoa nos ouvidos, num loop constante, num ódio constante, numa desilusão constante. Dizes que nada pode acontecer, que somos demasiado próximos para algo, que tudo o que queres é não estragar o que temos, que eu pressiono, que eu te magoo, que não faço o teu género, que não sentes nada por mim. Sempre aceitei isso, sempre percebi isso, até perceber que o que te afasta é o medo. O medo de me magoar, não o de sair magoada. Se pensares em tudo dessa forma, se pensares mais nos outros do que em ti, nunca serás totalmente feliz. Se nunca fizeres um esforço, se nunca vires o que vai dar, nunca vais saber se daria certo ou errado.
Se sou melhor do que alguém? Hell no! Sou uma pessoa normal, com mais defeitos do que qualidades, com mais problemas do que soluções, com mais a perder do que a ganhar em tudo o que diz e em tudo o que faz. Não vou referir o teu nome, mas sabes perfeitamente que falo para ti. Não interpretes isto como um ultimato, não me olhes como um inimigo, não me afastes. O amor é uma merda, gostar de ti da forma como gosto é terrível, mas não fui eu que escolhi. Não posso combater o que sinto, por muito que me digam para o fazer. Não quero combater o que sinto, não quero fazer desaparecer tudo isto. Sinto-me enredado numa teia estranhíssima de paixão não correspondida, de amores desencontrados, de vida desfeita, de dores estúpidas e cruéis. Mas sinto-me vivo. Sinto-me absolutamente vivo e cada vez te amo mais. Envolves-te com outras pessoas para eu deixar de te amar... Nunca o farei. Não consigo fazê-lo. As lágrimas correm-me pela cara abaixo, a mágoa invade-me e a morte nunca mais chega...
Se sou melhor do que alguém? Hell no! Sou uma pessoa normal, com mais defeitos do que qualidades, com mais problemas do que soluções, com mais a perder do que a ganhar em tudo o que diz e em tudo o que faz. Não vou referir o teu nome, mas sabes perfeitamente que falo para ti. Não interpretes isto como um ultimato, não me olhes como um inimigo, não me afastes. O amor é uma merda, gostar de ti da forma como gosto é terrível, mas não fui eu que escolhi. Não posso combater o que sinto, por muito que me digam para o fazer. Não quero combater o que sinto, não quero fazer desaparecer tudo isto. Sinto-me enredado numa teia estranhíssima de paixão não correspondida, de amores desencontrados, de vida desfeita, de dores estúpidas e cruéis. Mas sinto-me vivo. Sinto-me absolutamente vivo e cada vez te amo mais. Envolves-te com outras pessoas para eu deixar de te amar... Nunca o farei. Não consigo fazê-lo. As lágrimas correm-me pela cara abaixo, a mágoa invade-me e a morte nunca mais chega...
sexta-feira, 18 de maio de 2012
10/2012
Ainda não chegaste
E já és o meu mundo
Tudo mudaste
Penso em ti a todo o segundo
Só tenho uma razão para viver
É dar-te a mão
Ver-te crescer
Emprestar-te o meu coração
Não sei se estarei sempre
Nem sei se me vais procurar
Mas o que a minha alma sente
Nada vai mudar
Quero ver-te sorrir
Quero ouvir as tuas primeiras palavras
Quero ver-te a descobrir
Quero estar quando soltares as amarras
Não te dei a tua vida
Mas dou-te a minha
Quero ver a tua primeira corrida
Serás do meu universo a rainha!
(este poema tem uma dedicatória muito grande a uma pessoa muito importante, que virá alegrar a vida de outra pessoa também muito importante!)
quarta-feira, 7 de março de 2012
Hino do Indignado
Sou pobre
E não sou feliz
Dinheiro é alegria
Não me interessa o que se diz
Não tenho dinheiro para comer
Quanto mais para viajar
Não sei o que fazer
Nem o que pensar
Ouço gritos de guerra
Mas vejo todos parados
Muita gente berra
Mas continuam todos sentados
Vejo bandeiras ao vento
Marchas de indignados
Vejo o país em passo lento
Vejo rostos fechados
Esvazio a carteira
E só tenho ar
Abro o correio
Só contas para pagar
Estou num buraco
Que não fui eu que cavei
Não sou piegas nem fraco
Mas já não sei
Quanto tempo vai aguentar
A minha sensatez
É tempo de me revoltar
Já basta de porquês
Saio para a cidade
Decidido a mudar
Do que me interessa a liberdade
Se ninguém me escutar?
Quero vê-los a fugir
Não quero mais explicações
Quero todos a agir
Assim começam as revoluções!
E não sou feliz
Dinheiro é alegria
Não me interessa o que se diz
Não tenho dinheiro para comer
Quanto mais para viajar
Não sei o que fazer
Nem o que pensar
Ouço gritos de guerra
Mas vejo todos parados
Muita gente berra
Mas continuam todos sentados
Vejo bandeiras ao vento
Marchas de indignados
Vejo o país em passo lento
Vejo rostos fechados
Esvazio a carteira
E só tenho ar
Abro o correio
Só contas para pagar
Estou num buraco
Que não fui eu que cavei
Não sou piegas nem fraco
Mas já não sei
Quanto tempo vai aguentar
A minha sensatez
É tempo de me revoltar
Já basta de porquês
Saio para a cidade
Decidido a mudar
Do que me interessa a liberdade
Se ninguém me escutar?
Quero vê-los a fugir
Não quero mais explicações
Quero todos a agir
Assim começam as revoluções!
terça-feira, 6 de março de 2012
Praga
Digam lá se existe cidade mais bonita que esta:
Preciso urgentemente de voltar aqui... Alguém me faz companhia?
Nota: As fotos não são originais meus.
terça-feira, 28 de fevereiro de 2012
Névoa
Copo de vinho
Vida esquecida
Mortalha de linho
Inocência perdida
Envolvo-me em nevoeiro
D. Sebastião sem jeito
Escapo-me sorrateiro
Dum amor menos que perfeito
Corpo desnudo
Olhar que hipnotiza
Fico mudo
Sem saber o que precisa
Escudo-me na distância
Esquecendo o que sinto
Volta sempre a fragrância
E sei que de novo minto
Estou vivo mas sinto-me morto
Esqueleto andante que não cavaleiro
Sempre dizendo que não sofro
Sempre em cativeiro
Não me digam nada
Deixem-me quieto e parado
A minha dor calada
O meu rosto fechado
Se me cai uma lágrima
Deixem-na correr
Curando a minha lástima
Não vale a pena mexer...
Vida esquecida
Mortalha de linho
Inocência perdida
Envolvo-me em nevoeiro
D. Sebastião sem jeito
Escapo-me sorrateiro
Dum amor menos que perfeito
Corpo desnudo
Olhar que hipnotiza
Fico mudo
Sem saber o que precisa
Escudo-me na distância
Esquecendo o que sinto
Volta sempre a fragrância
E sei que de novo minto
Estou vivo mas sinto-me morto
Esqueleto andante que não cavaleiro
Sempre dizendo que não sofro
Sempre em cativeiro
Não me digam nada
Deixem-me quieto e parado
A minha dor calada
O meu rosto fechado
Se me cai uma lágrima
Deixem-na correr
Curando a minha lástima
Não vale a pena mexer...
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